" E por que reparas tu no argueiro que está no olho do teu irmão e não vês a trave que está no teu olho? Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, estando uma trave no teu?Mateus 7:3e 4
No último estudo, eu citei o versículo 3 deste capítulo e mostrei que existem pessoas que reparam os defeitos dos outros, e que querem ajudá-los a superar esses defeitos, mas acabam esquecendo dos seus problemas, das suas dificuldades que ainda precisam ser solucionados. São pessoas que se preocupam mais com os outros do que com elas mesmas, e eu mostrei do quanto elas precusam cuidar de si mesmas, para que elas venham a ajudar seu próximo. Esse cuidado tem que ser tanto emocional quanto espiritual, pois de nada adianta você amar o seu próximo, se você não ama a si mesmo, se você não se cuida, não ajuda a si mesmo. Hoje, com este versículo e o 4, quero falar a respeito de julgamento.
As pessoas têm facilidade de notar o defeitos de alguém e, antes mesmo de comentar, acabam tirando conclusões precipitadas desta pessoa sem ao menos conhecê-la melhor. Hoje vivemos em um país bastante preconceituoso, porque a sociedade discrimina as pessoas por causa da cor, da religião, do sexo, do status social. E essa visão distorcida, acaba criando um ambeinte dedesigualdade, de exclusão, de inferioridade. A pessoa que passa a ser discriminada passar por uma luta sofrida, lutando pra mostrar que não é aquilo que as pessoas pensam e, para isso, vão em busca da justiça para lutar pelos seus direitos. A lei é clara:
Art. 5º - Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:
I - homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Constituição;
II - ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei;
III - ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante;
A lei hoje estabelece que a pessoa que discrimina, seja presa, sem pagamento de fiança, uma vitória para as pessoas que são perseguidas pelo pensamento preconceituoso de gente alienada, gente que não tem amor pelo seu próximo, muito menos o amor de Deus. Infelizmente muitas pessoas não sabem o que é o amor, pois para elas, o amor está na familia, nos parentes e nos amigos. Mas se ver uma pessoa, diferente da sua cultura, ela passa a ter um conhecimento prévio e distorcido, acabando jungando errado o indivíduo, passando a discriminá-lo.
Jesus nos mostra nestas passagens que antes das pessoas olharem pros defeitos dos outros, e sairem comentando, que elas olhem para si mesmas e vejam os seus. É muito fácil a pessoa acusar, apontar os erros de alguém, sem olhar para si mesmo e ver a sua própria realidade, porque nenhum de nós, como seres humanos, somos perfeitos, porque todos nós nascemos em pecado. Apenas Jesus é considerado um homem perfeito, porque Ele nunca pecou, e veio a este mundo para pregar a mensagem do Reino de Deus e levar a mundo o amor do Pai Celestial.
Mas, nos versículos 1 e 2 de Mateus 7, Jesus nos dá um alerta sobre a forma de julgamento das pessoas:
"Não julgueis, para que não sejais julgados. Porque com o juízo com que julgardes sereis julgados, e com a medida com que tiverdes medidovos hão de medir a vós".
Estes versículos, eu diria que está acontecendo nos dias de hoje, pois a Lei se tornou mais severa, porque com a mesma medida que eles se manifestam com maus pensamentos, com palavras chulas, ofensivas, da mesma medida eles serão punidos, pois é uma prova de que eles aprendam a ter respeito, a saber valorizar as diferenças, e que a justiça não vai tolerar qualquer tipo de manifestação que gere a desvalorização dos que sofrem por este tipo de julgamento.
É fundamental que a gente tome muito cuidado com a forma que a gente julga, discrimina o nosso próximo, porque não conhecemos direito, e tiramos conclusões precipitados apenas na sua aparência, no seu jeito de ser, na manifestação de alguma doença degenerativa, na sua deficiência física ou mental. Eu aprendi uma coisa muito importante, que levo comigo pra sempre: quando nós apontamos o defeito do nosso próximo, nós usamos o dedo indicador, mas a gente não percebe que tem três dedos apontando pra nós também indicando que nós temos defeitos também, e que precisam ser trabalhados.
Infelizmente, dentro das igrejas, existem irmãos nossos que julgam os outros, por um sentimento terrível e maligno: A INVEJA. Esse sentimento que corrói, faz com que um irmão faça julgamentos precipitados com o outro, sem ter uma oportunidade de conviver melhor com ele. Eu me pergunto como esses irmãos podem viver o amor de Deus, se não sabem aprender a amar, a conviver com o seu próximo, que ests no intuito de adorá-lo, de serví-lo e de trabalhar para o seu Reino? Deus nos ama, e Ele quer que nós exerçamos esse amor com o nosso próximo, buscando estar perto dele e ajudando-o no que for possível, e não ficar apontando seus defeitos no ministério onde ele trabalha. Como ele pode julgar o outro sem ter provas? Ele tem esse direito de fazer esse jugamento? Não. Ele não pode fazer isso, mas Deus é quem pode, e como foi citado no versicilo 2, parte a, porque com JUÍZO COM QUE JULGARDES SEREIS JULGADOS.
Precisamos voltar ao primeiro amor, para que possamos avaliar como está o nosso amor para com Deus e para com o nosso próximo, precisamos fazer uma análise de nós mesmos, para sabermos que qualidades e que defeitos nós temos, e depois de encontrar esses defeitos, trabalhá-los da melhor forma possível, para que não sejamos pessoas insensatas, néscias, imprudentes, preconceituosas.
O tema deste estudo é a PRATICIDADE DE JULGAR AS PESSOAS. Escolhi este tema, porque vejo o quanto é prático pela sociedade julgar as pessoas pela aparência, pela cor, pela religiosidade, e pelas suas deficiências. É muito fácil o ser humano discriminar o outro por informações distorcidas ou por não ter um conhecimento concreto da vida do outro. O difícil, é a pessoa se avaliar a si mesma e perceber os seus defeitos, porque ela mesma pode não admitir, já que os outros vêem de si próprio.
Que o amor de Deus seja derramado em nossos corações, para que possamos aprender a amar o nosso próximo, que tire dentro de nós toda indiferença, toda inveja, toda mágoa, toda forma de preconceito, e que haja em nós um sentimento forte de fraternidade, de união, de comunhão entre todos nós, que fazemos parte da familia linda e grande, que é a familia de Deus, na qual eu amo e tenho orgulho de fazer parte. Que Deus nos abençoe neste estudo.
Alexandre Junior

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